Autoestima e comportamento feminino

O arquétipo feminino, em uma explicação muito simplista, pode ser observado como um padrão de mulher, um modelo único, a suprema, a que se coloca de maneira plena e absoluta. Mas, para sentir-se desta maneira, é necessário estar preenchida, satisfeita consigo mesma e com as suas escolhas, sejam elas profissionais, pessoais e interpessoais.

As mulheres maduras trazem dentro de si um alto valor agregado à sua identidade. Elas já não são mais meninas submissas, não se há o desejo de pertencer e serem aceitas como membro de um grupo. Ela pertence a ela mesma, é feliz ao observar a sua estória e descobrir quem se tornou.

A mulher arquetípica suprema não permitiu à sociedade determinar o seu significado de valor próprio. Ela não optou por aderir ou acompanhar o significado da grande massa. Quando se faz escolhas individuais, revela-se  um ser autônomo e capaz de construir a própria identidade, seu jeito de ser, de trabalhar, divertir-se e relacionar-se. 

Eu penso que o meio e a sociedade influenciam muito no comportamento das pessoas. A mulher absoluta é aquela a qual não se permite contaminar pelo julgo alheio – considerá-lo traz interferência na autoestima e na baixa autoestima. 

A visão de mundo de uma pessoa muitas vezes se limita ao ambiente em que ela vive, e este poderá direcioná-la para uma realidade benéfica ou maléfica. Faça-se as seguintes perguntas:

  • O seu trabalho, seu lar ou ambiente social tem lhe incentivado a buscar definição para a sua vida? 
  • Estes lugares lhe concedem o ato de pensar positivamente sobre você mesma? 
  • Como você se define em meio a estas relações? 
  • O que você pode dizer sobre as suas qualidades? 

Se, por acaso, as respostas não forem positivas e não lhe proporcionarem inspiração para adotar iniciativas na elaboração de um projeto e um futuro vantajoso, é bom você começar a se perceber. Pois, esta atmosfera pode comprometer a sua autoestima através da avaliação que você está fazendo de si mesma. 

O sentimento deve ser de segurança em relação a sua estória nestes lugares, sensação de capacidade e competência no estabelecimento destas relações. Você deve estar satisfeita com o que está vivenciando para, então, estar confiante e valorizada. 

Na prática clínica, eu me deparo com pessoas inseguras e pouco valorizadas por si mesmas. Muitas se queixam de uma vida que, de repente, parece ter ficado ruim. Elas sentem falta do passado, aquele o qual lhe concedia realização.

A autoestima é vital para uma vida saudável, é um sentimento interno e individual em relação às crenças que se tem sobre a capacidade de enfrentamento mediante aos obstáculos e desafios do dia a dia.  

A mulher precisa demandar a sua energia na busca do autoconhecimento. Assim, ela irá se desenvolver e conceder a manutenção para a sua autoestima. Ela pertence a ela mesma e necessita ser positiva no modo de pensar e agir, ter um conhecimento profundo sobre si.

A mulher pode enveredar seu caminho, usar a sua intuição e criatividade para alcançar o seu espaço no mundo. Muitas mulheres ignoram o poder de seus instintos. É preciso tomar consciência sobre a sua natureza interna feminina, permitir-se a identificar seus interesses para se lançar na conquista de seus objetivos. 

Não é apenas a delicadeza que se faz presente, mas também se observa a força feminina em seu interior e a sua sabedoria. A mulher é forte e quebra barreiras, tem motivação inconsciente, as quais ela não pode evitar. Os fatos da vida podem ser usados ao seu favor e revelarem a sua força feminina. 

Não se faz necessário ser perfeita, desejada, bondosa ou a princesa. Você, mulher, pode ser quem você quiser ser. Pode ser brava, ter voz alta, ser atrapalhada, usar salto alto ou tênis. Você não precisa ser perfeita, você precisa é de escolhas próprias, seja você protagonista de sua estória de vida.

É preciso querer estar viva para produzir movimentos que priorizem o sentimento de segurança e conquista. Este é o caminho para se tornar segura, eficaz e valorizada. Você é a única que pode abrir este caminho!

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